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Os desafios da alimentação na adolescência

27 de junho de 2014
Prodiet Medical Nutrition

A adolescência é uma fase marcada por mudanças psicológicas, físicas e sociais, que podem interferir nos hábitos alimentares. Durante a adolescência, a alimentação balanceada é muito importante, pois além de satisfazer as elevadas necessidades de nutrientes durante esta fase, ela serve também para criar e manter bons hábitos alimentares para o resto da vida.

De acordo com médico psicanalista e hebiatra (adolescência e adultos jovens) Walter Marcondes Filho, diretor geral do Hospital Anísio Figueiredo (de Londrina – PR) e ex-presidente da Associação Ibero-Americana da Adolescência e Juventude, os filhos se espelham no exemplo dos pais para escolher o que colocam no prato. “É um grande desafio fazer com que os adolescentes comam bem hoje em dia. Há uma oferta de fast food muito grande. Mas, se desde criança tiverem em casa uma alimentação rica em nutrientes e pobre em gorduras e açúcares, dificilmente terão hábitos alimentares ruins na vida adulta. Além disso, é importante estimular a prática de uma atividade física, restringindo o tempo na frente do computador e da televisão”, aconselha.

Segundo ele, a dispensa da casa deve ser abastecida com alimentos saudáveis para os lanches. “Assim, o adolescente se acostuma a comer com o que tem em casa. É claro que de vez em quando todos podem consumir algo gostoso, da sua lanchonete favorita, mas sempre com moderação, sem que isso seja um hábito”, recomenda.

Necessidades especiais – Na adolescência, a taxa de crescimento é a segunda maior durante a vida, sendo inferior apenas ao primeiro ano de idade. Portanto, os adolescentes têm necessidades maiores de alguns nutrientes (veja quadro). A maior velocidade de crescimento nesse período costuma ocorrer nas meninas entre 10 e 13 anos, e aproximadamente entre 13 e 16 anos nos meninos. “As necessidades nutricionais estão mais diretamente ligadas à taxa de crescimento do que à idade cronológica, sendo maiores na fase entre os 10 e 16 anos de idade, durante o auge do crescimento, e diminuindo gradativamente conforme se chega aos 18 anos”, explica Marcondes Filho.

Problemas: Anorexia e Bulimia – Tão preocupante quanto alimentar-se mal, são os casos em que adolescentes – na grande maioria mulheres – param de comer ou forçam o vômito após a refeição. “A anorexia é uma doença gravíssima, que surge na maioria das vezes na adolescência e tem taxa de mortalidade de 15% a 20%. Os pais devem ficar atentos. Já houve casos de meninas chegando ao hospital com 28, 30 kg, em estado crítico de desnutrição”, alerta o médico.

Para ele, o problema está diretamente ligado à baixa autoestima, muitas vezes relacionada a críticas – principalmente da mãe, sobre o peso e aparência da filha (o), além do bullying sofrido na escola. “Há também outro fator bastante comum nesses casos, que são mães extremamente exigentes e preocupadas com a sua própria aparência. Isso cria um ambiente onde impera o perfeccionismo”, relata. A profilaxia, segundo o hebiatra, é orientar a criança se ela estiver acima do peso, procurando ajuda de um endocrinologista, mas nunca criticar severamente. “Caso a doença já esteja diagnosticada, é necessário que os pais busquem com urgência a ajuda de uma equipe multidisciplinar, pois em muitas vezes é necessária internação hospitalar.”

 

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