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Doença Celíaca X Intolerância ao glúten

A doença celíaca pode ser resumida como uma intolerância permanente ao glúten – proteína presente no trigo, centeio, cevada, malte e aveia – e autoimune, ou seja, o próprio corpo rejeita a substância. De origem genética, atinge cerca de dois milhões de pessoas só no Brasil. De acordo com a nutricionista Mariane Rovedo, consultora cientifica da Associação dos Celíacos do Paraná, a doença afeta primeiramente o intestino delgado, diminuindo as vilosidades e causando um processo inflamatório. “Com isso, há uma diminuição da sua área de absorção de nutrientes e um acionamento do sistema imunológico de maneira desordenada, o que favorece o desenvolvimento de outros problemas relacionados sistêmicos e autoimunes, como Tireoidite de Hashimoto, Hepatite Autoimune, artrite reumatoide, além de carências nutricionais múltiplas, anemia e osteoporose”, explica.

Algumas pessoas têm uma sensibilidade ao glúten, com sintomas parecidos com a forma clássica da doença celíaca, porém não tem a característica de doença autoimune e sistêmica. “Neste caso, o glúten mal digerido gera gases, distensão abdominal, dores e diarreia, mas as vilosidades não são comprometidas e não há consequências ao sistema imune”, compara a nutricionista.

Tratamento – Segundo Mariane, o tratamento indicado é a dieta 100% livre de glúten e de contaminação cruzada para todos os pacientes, independente do grau de sintomas. “Por enquanto, a dieta  é o único tratamento disponível, apesar de outras alternativas estarem em fase de estudo, como medicamentos e vacinas. Se o individuo seguir rigorosamente a dieta, passará a ter uma vida saudável como as demais pessoas que não tem a doença”, avalia.

Graus variados – Mariane explica que a doença celíaca apresenta uma gama de sintomas variados o que confunde e dificulta o diagnóstico, pois pode se apresentar de três formas: Clássica -:com sintomas gastrointestinais, diarreia, distensão abdominal, dores abdominais, deficiência de crescimento em crianças, anemia crônica, entre outras deficiências nutricionais crônicas; forma Não Clássica – sintomas extraintestinais, constipação, dores articulares, dores de cabeça,  manifestações de outras doenças autoimunes associadas, osteoporose, depressão, fadiga crônica, elevação de enzimas hepáticas e abortos de repetição.  “Também pode  se apresentar de forma assintomática, o que torna o diagnóstico ainda mais difícil e ocorre normalmente por rastreamento familiar ou investigação de doenças associadas. É necessário ficar de olho nos rótulos dos alimentos, pois a proteína pode estar escondida em inúmeros alimentos industrializados, como temperos, molhos, iogurte, chocolates, entre outros”, finaliza.

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